terça-feira, janeiro 19, 2010

2009 analisado por D. José Policarpo

Em entrevista ao Programa ECCLESIA, com transmissão no dia 31 de Dezembro, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, comenta alguns acontecimentos que marcaram a vida da sociedade e da Igreja Católica durante o ano de 2009.
O Patriarca de Lisboa comenta o debate em torno do casamento entre pessoas do mesmo sexo, certo de que “há matérias que não são referendáveis”. “O referendo é um instituto político, que não compete sequer à Igreja pedi-lo, a meu ver”. Mas se houver referendo, “pela nossa palavra e pelo nosso diálogo, esclareceremos os cristãos e toda a gente que quiser ouvir-nos das nossas razões. No caso, de um voto não”.
Nesta entrevista à ECCLESIA, D. José Policarpo comenta também o actual momento da democracia portuguesa, a “minoria do Governo” que “dá ao Parlamento uma intervenção e um poder que não tinha na maioria absoluta”, desafiando os representantes do povo a “uma responsabilidade acrescida de porem sempre o bem de Portugal acima dos interesses partidários”.
A resposta da Igreja Católica, nomeadamente na diocese de Lisboa, à crise económica e social, através do projecto “Igreja Solidária”, a necessidade de um estudo sócio-pastoral do patriarcado e a visita do Papa Bento XVI a Portugal são temas também abordados por D. José Policarpo.
Veja a entrevista na íntegra aqui.

Papa defende casamento entre homem e mulher

Bento XVI convida cristãos a darem testemunho das suas convicções

Bento XVI saiu em defesa da família “fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher”, considerando que a mesma é de “suma importância para o presente e o futuro da humanidade”.
O Papa saudava desde o Vaticano centenas de milhares de cristãos reunidos em Madrid para rezar pela família, uma inicitiva iniciada há dois anos e que tem lugar no Domingo depois do Natal - Domingo da Sagrada Família. Este ano o encontro teve dimensão europeia e vários autocarros partiram de Portugal para participar na Missa presidida pelo Cardeal Rouco Varela, Arcebispo da capital espanhola.
Numa intervenção via satélite, antes da recitação do Angelus, Bento XVI afirmou que a família “é caminho seguro para o encontrar e conhecer, assim como um apelo permanente a trabalhar pela unidade de todos á volta do amor”.
“Daí que um dos maiores serviços que nós cristãos podemos prestar aos nossos semelhantes – salientou o Papa - é oferecer-lhes o nosso testemunho sereno e firme da família fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher, salvaguardando-a e promovendo-a pois ela é de suma importância para o presente e o futuro da humanidade”.
“Efectivamente a família é melhor escola onde se aprende a viver aqueles valores que dignificam a pessoa e fazem grandes os povos”, acrescentou.
Aos fiéis reunidos no Vaticano e em Madrid, Bento XVI pediu que “nos vossos lares se respire sempre o amor de total entrega e fidelidade que Jesus trouxe ao mundo com o seu nascimento, alimentando-o e fortalecendo-o com a oração diária, a pratica constante das virtudes, a compreensão recíproca e o mutuo respeito”.
Na sua catequese, o Papa afirmou que “o homem e a mulher, criados à imagem de Deus, tornam-se uma única carne no matrimónio, isto é uma comunhão de amor que gera nova vida. A família humana é portanto ícone da Trindade tanto pelo amor interpessoal, como pela fecundidade do amor”.
Bento XVI falou também da importância da educação cristã, salientando que a família cristã está consciente de que os filhos são “dom e projecto de Deus”.
Em Madrid estiveram seis Cardeais e oito Bispos da França, Alemanha, Holanda, Itália, Polónia, Áustria e Portugal, para além de 39 Bispos espanhóis. Num ambiente festivo, defenderam o modelo tradicional de família, manifestando a sua recusa do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que afirmam ser “contra a natureza”.

Taizé: Encontro na Polónia

30 mil entram em 2010 a rezar

De 29 de Dezembro de 2009 a 2 de Janeiro de 2010, 30 mil jovens de toda a Europa e dos outros continentes estiveram reunidos em Poznan, na Polónia, a convite da Comunidade de Taizé.
Este 32º Encontro Europeu de Jovens é organizado a convite do Arcebispo e de responsáveis ecuménicos de Poznan. De Portugal à Rússia, da Suécia à Croácia, todos os países europeus foram representados.
Os Encontros Europeus de cinco dias são animados pelos irmãos de Taizé desde 1978. Já tiveram lugar em Paris, Barcelona, Londres, Roma, e também em Praga, Viena, Munique, Budapeste, Milão, Lisboa, Zagreb, Genebra ou Bruxelas. Houve três Encontros Europeus na Polónia, dois em Wroclaw (1989 e 1995) e um em Varsóvia (1999). Estes encontros inscrevem-se numa «Peregrinação de Confiança através da Terra» lançada há trinta anos pelo irmão Roger, o fundador da Comunidade de Taizé.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Papa para o Dia Mundial da Paz

MENSAGEM DE BENTO XVI PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA PAZ
1 DE JANEIRO DE 2010
SE QUISERES CULTIVAR A PAZ, PRESERVA A CRIAÇÃO

1. Por ocasião do início do Ano Novo, desejo expressar os mais ardentes votos de paz a todas as comunidades cristãs, aos responsáveis das nações, aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro. Para este XLIII Dia Mundial da Paz, escolhi o tema: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. O respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque «a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus»e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade. Com efeito, se são numerosos os perigos que ameaçam a paz e o autêntico desenvolvimento humano integral, devido à desumanidade do homem para com o seu semelhante – guerras, conflitos internacionais e regionais, actos terroristas e violações dos direitos humanos –, não são menos preocupantes os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu. Por isso, é indispensável que a humanidade renove e reforce «aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho».
Leia a mensaguem completa aqui.

O horror do vazio

Artigo de Opinião
2009-02-16

Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.
Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche.
A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer.
Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã.
E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime.
O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.

Mensagem de Natal de D. José

Abaixo disponibilizamos a Mensagem de Natal do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo ao Seminário dos Olivais: http://bit.ly/7fAkap

Esclarecimento do Patriarca

CARTA DO CARDEAL-PATRIARCA DE LISBOA
AOS PÁROCOS E ÀS COMUNIDADES CRISTÃS DO
PATRIARCADO DE LISBOA

Irmãos e Irmãs,

A propósito da aprovação pelo Governo do Projecto de Lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a apresentar à Assembleia da República, um jornal diário da capital noticiou em título que o Patriarca de Lisboa, num encontro com o Primeiro-Ministro, celebrou com ele um “pacto”, subentendendo nesse título uma certa condescendência da Igreja com o referido Projecto-Lei. Dada a gravidade da insinuação que deixou perplexos muitos católicos, dirijo-vos esta carta para esclarecer o que realmente se passou.

1. O Patriarca de Lisboa encontrou-se, de facto, com o Senhor Primeiro-Ministro, a pedido deste, no dia 20 de Outubro. Ficou assente entre ambos que não haveria declarações para o público sobre os assuntos nele abordados. O Patriarca de Lisboa foi fiel a este compromisso de discrição. Consideramos perfeitamente normal que, apesar do ordenamento constitucional de separação da Igreja e do Estado, que não exclui o princípio da cooperação confirmado na Concordata, haja momentos de diálogo entre os Órgãos de Soberania e a Hierarquia da Igreja. Esses encontros são, por natureza discretos, dada a consciência mútua de que a Hierarquia da Igreja não quer imiscuir-se na esfera política e na área de competência do Estado e dos seus Órgãos de Soberania.

2. O encontro noticiado, o primeiro entre o actual Primeiro-Ministro e o Patriarca de Lisboa, foi uma troca de impressões sobre diversos aspectos da nossa sociedade actual, da qual a Igreja faz parte enquanto comunidade particularmente significativa. Acerca de nenhum dos pontos abordados nesse encontro, houve “pactos” ou “compromissos”. Ambos os interlocutores estavam conscientes da especificidade das instituições que representavam. Nem o Senhor Primeiro-Ministro sugeriu nenhum “pacto”, nem o Patriarca de Lisboa podia assumir qualquer compromisso que significasse, ainda que indirectamente, o condicionamento da liberdade da Igreja de afirmar a sua doutrina acerca de qualquer problema da sociedade portuguesa.

3. O assunto referido pela comunicação social, a possível legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, foi realmente abordado. Mereceu um intercâmbio de perspectivas sereno e franco. O Senhor Primeiro-Ministro afirmou a sua determinação em avançar com o Projecto, o Patriarca de Lisboa reafirmou a posição da Igreja e a disposição de a afirmar publicamente quando achasse oportuno e pelos meios próprios da sua intervenção pastoral, direito da Igreja que o Senhor Primeiro-Ministro claramente reconheceu.

4. A Hierarquia da Igreja mantém, assim, toda a liberdade de anunciar a sua doutrina acerca desta questão e fá-lo-á quando achar oportuno e pelos meios consentâneos com a sua missão. A Igreja reconhece a legitimidade legislativa do Estado, mas não deixará de interpelar a consciência dos decisores e de elucidar a consciência dos cristãos sobre a maneira de se comportarem acerca de leis que ferem gravemente a compreensão cristã do homem e da sociedade.
A Hierarquia da Igreja usará os meios e os modos consentâneos com a sua missão: proclamação da sua doutrina e o diálogo com pessoas e instituições para o qual está sempre disponível. Não consideramos consentâneas com a missão da Hierarquia formas públicas de pressão política que os cristãos, no exercício dos seus direitos de cidadania, são livres de promover ou de nelas participar.

5. A doutrina da Igreja acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo é conhecida. Nesta circunstância concreta, é, certamente, ocasião de explicitar claramente os seus fundamentos. Está em questão uma alteração grave da compreensão antropológica do casamento, da sua dimensão institucional baseada num acordo celebrado entre um homem e uma mulher, constituindo, assim, uma família, célula base da sociedade. Esta concepção do casamento e da família está, desde sempre, expressa em todas as culturas, porque radica num elemento basilar da verdade da natureza.
Não se trata, nesta circunstância, de tomar posição sobre as pessoas homossexuais; a doutrina da Igreja, marcada pela verdade e pela caridade, está claramente expressa. Trata-se, isso sim, de salvaguardar a verdade acerca do casamento e da família.

A Encarnação do Verbo de Deus, que estamos a celebrar no Natal, exige de nós a firmeza da verdade e a bondade da caridade. Desejo a todos um Santo Natal.

Lisboa, 21 de Dezembro de 2009

† JOSÉ, Cardeal-Patriarca

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Preparar o Natal

Conselho do Papa: preparar o Natal dando espaço para Jesus no coração
Bento XVI recomendou, em especial aos jovens, que se preparem para o Natal reservando um espaço no coração para Jesus.
Este foi o conselho que deu no final da audiência geral de hoje, realizada na sala Paulo VI, ao dirigir-se aos numerosos jovens presentes, alguns deles estudantes.
“Reservai um espaço em vosso coração a Jesus, que vem para testemunhar sua alegria e sua paz”, disse-lhes o Santo Padre.
Depois, dirigindo-se aos “queridos enfermos”, alguns deles em cadeiras de rodas, convidou-os a acolher “o Senhor em vossa vida para encontrar no contato com Ele apoio e consolo”.
Por último, cumprimentou os recém-casados, alguns deles com sua roupa de casamento, para pedir-lhes que façam “da mensagem de amor do Natal a regra de vida da vossa família”.

Estandartes de Natal

Este Natal ponha o Menino Jesus em sua casa!

terça-feira, dezembro 15, 2009

Bento XVI em Portugal

A viagem de Bento XVI a Portugal está confirmada para os dias 11 a 14 de Maio de 2010. O pontífice visitará três cidades: Lisboa, Fátima e Porto. Isto é o que indica o programa da visita do Papa a Portugal, anunciado por D. Carlos Azevedo, coordenador geral da visita pontifícia.
Segundo o programa, Bento XVI chega no dia 11 de Maio, às 11h, ao aeroporto da Portela. Às 12h45, acontece a cerimónia de boas-vindas, no Mosteiro dos Jerónimos.
No início da tarde desse dia, às 13h30, o Papa faz uma visita de cortesia ao presidente da República, no Palácio de Belém. Depois, às 18h15, preside à Missa, num local de Lisboa ainda a definir. D. Carlos Azevedo destacou que será uma “grande celebração”, em algum “espaço largo” à beira rio do rio Tejo.
O bispo, que é presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social da Conferência Episcopal Portuguesa, disse que durante a Eucaristia, o Papa deve deixar “uma mensagem fundamental para este tempo em que vivemos, que é o desafio da santidade”, tema da viagem.
No dia 12 de Maio, Bento XVI encontra-se às 10h com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém. Às 12h, estará com o primeiro-ministro, na Nunciatura Apostólica.
Às 16h40, o Papa parte em helicóptero para Fátima. Já às 17h30 visita a Capelinha das Aparições, no Santuário. Às 18h, preside às Vésperas com presbíteros, religiosos, seminaristas e diáconos, na Igreja da Santíssima Trindade. Encerrando o dia, às 21h30, o cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, preside à Recitação do Rosário e Procissão das Velas.
No dia 13 de Maio, às 10h, Bento XVI preside à Santa Missa, no Recinto do Santuário de Fátima.
No final da Eucaristia, o Papa visitará a Basílica do Santuário, onde estão os túmulos dos pastorinhos Francisco Marto, Jacinta Marto e Lúcia de Jesus.
O Papa almoça com os bispos de Portugal e com o séquito papal, às 13h, e às 17h mantém um encontro com as organizações da Pastoral Social, na Igreja da Santíssima Trindade. Às 18h45 acontece o encontro com os bispos de Portugal, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima.
No último dia da viagem a Portugal, 14 de Maio, Bento XVI despede-se, às 8h, da Casa Nossa Senhora do Carmo, e às 9h30 chega ao heliporto da Serra do Pilar, em Gaia. Às 10h15, preside à Santa Missa, na Avenida dos Aliados, no Porto. Às 13h30 haverá a cerimónia de despedida, no aeroporto internacional do Porto, de onde o Papa regressará a Itália.
Em cada diocese a ser visitada pelo Papa em Portugal, as celebrações terão um tema próprio. “Santidade e Evangelização”, em Lisboa; “Repartir com alegria”, em Fátima, e “Igreja é Missão”, no Porto.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Prémio Pessoa para D. Manuel

O vencedor da edição do ano 2009 do Prémio Pessoa é o bispo da diocese do Porto. "Em tempos difíceis como os que vivemos actualmente, D. Manuel Clemente é uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo", considerou o juri do prémio Pessoa.
Pela primeira vez em 22 anos, o Prémio Pessoa foi atribuído a uma personalidade da Igreja. D. Manuel Clemente, que durante vários anos foi bispo auxiliar de Lisboa, foi nomeado pelo Vaticano novo bispo do Porto em Fevereiro de 2007, substituindo Armindo Coelho na chefia da diocese. Licenciado em História e Teologia, doutorado em Teologia Histórica, Manuel Clemente, 61 anos, é presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, sendo igualmente professor de História da Igreja na Universidade Católica Portuguesa e director do Centro de Estudos de História Religiosa na mesma universidade. "A sua intervenção cívica tem-se destacado por uma postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância, de combate à exclusão e da intervenção social da Igreja", acrescentou o juri. Ao mesmo tempo que leva a cabo a sua missão pastoral, D. Manuel Clemente desenvolve uma intensa actividade cultural de estudo e debate público.

Cristianofobia

Realizou-se em Viena um encontro com o sugestivo título: "Intolerância e discriminação contra os cristãos".

Não, não foi organizado pela Igreja! Este encontro partiu da iniciativa de um vice-presidente do Parlamento Europeu e membro da OSCE para as questões de racismo, xenofobia e discriminação. Em causa estava o que, actualmente, se passa na União Europeia. Alguns, chamam-lhe "cristianofobia" - expressão, aliás, que já foi utilizada pelas Nações Unidas.
Os episódios sucedem-se, alguns deles revelados nesta reunião de Viena, são conhecidos: na Grã-Bretanha, uma funcionária do aeroporto foi despedida por usar um crucifixo e uma enfermeira suspensa por ter rezado com uma doente. Em França, incendiaram uma escola católica e uma capela dedicada a Nossa Senhora de Fátima e, na vizinha Espanha, a agressividade surge a vários níveis, a começar pela tentativa de impedir médicos católicos de exercerem o seu direito fundamental à objecção de consciência.
Mas, além destas e de outras denúncias, o aspecto mais importante deste encontro foi romper o tabu do "politicamente correcto" que costuma definir como reaccionários ou obscurantistas os que falam destas coisas. Ora, ao assumir-se publicamente que a discriminação existe e ao colocar, agora, a questão da intolerância contra os cristãos no contexto internacional, este encontro de Viena veio prestar um grande serviço à comunidade.
Aura Miguel

segunda-feira, novembro 30, 2009

Ordenações de diáconos

Da homilia do Cardeal-Patriarca nas ordenações de diáconos

O Advento é, espiritual e culturalmente, tempo de esperança, de anúncio da esperança. Mais uma vez a Igreja, através da Liturgia e da Palavra de Deus que ilumina toda a realidade humana, vai anunciar a esperança. E a nossa sociedade bem precisa desse anúncio, para reencontrar o sentido da vida e da sua identidade cultural. (…)

É preciso purificar a esperança. E a interrogação que nos lança este tempo litúrgico dirige-se particularmente aos cristãos: desejamos verdadeiramente esse encontro com Cristo? Estamos conscientes de que esse encontro é possível já, na riqueza sacramental da Igreja, no realismo da caridade e da comunhão fraterna? Se não desejarmos esse encontro já, dificilmente desejaremos com verdade a sua última manifestação.

Os cristãos que desejam e procuram esse encontro tornam-se artífices da construção de um mundo novo. Se não formos capazes de transpor para o nosso viver em sociedade esta novidade cristã, não percebemos a densidade da esperança. Era já essa a pregação do Apóstolo Paulo: “O Senhor confirme os vossos corações numa santidade irrepreensível”; “deveis progredir sempre mais”, nesta novidade da vida cristã (cf. 1Tess. 3,12-4,2). (…)

O desafio do Advento é o de sermos capazes de reduzir tudo o que esperamos e desejamos, ao encontro com quem esperamos e desejamos. Encontremo-l’O, encontremo-nos mais profundamente uns aos outros, e estaremos a purificar a esperança.

Queridos Ordinandos! Estais aqui porque o Senhor veio ao vosso encontro, chamando-vos, e vós aceitastes o desafio desse encontro, dizendo sim ao chamamento. Esse desejo de encontro convosco é, da parte do Senhor, válido para a eternidade. Esse é o verdadeiro fundamento da nossa esperança de encontrarmos o Senhor, na certeza de que Ele vem continuamente ao nosso encontro e o deseja ardentemente. A nossa fidelidade consiste em querermos também responder a essa vontade de Deus, em Jesus Cristo.

O ministério a que sois chamados será a mais concreta e objectiva resposta da vossa fidelidade. Hoje, sois consagrados para o ministério dos diáconos, em que o anúncio sincero da Palavra de Deus e a prática da caridade se revelam como propostas contínuas do encontro de Deus com o Seu Povo, mostrando-nos que no amor fraterno se encontra o próprio Senhor. Mas recebeis o ministério diaconal na perspectiva de, a curto prazo, serdes ordenados sacerdotes. Então, como sacramentos de Cristo, estareis no âmago do grande e mais radical encontro de Cristo com o Seu Povo e com cada crente, a Eucaristia. Ela é o lugar certo desse encontro com garantias de eternidade e, por isso, a exigência contínua da purificação da esperança. É aí que tornamos possível viver a nossa vida obedecendo à Palavra de Jesus que hoje escutámos no Evangelho: “Vigiai e orai em todo o tempo, para terdes a força que vos livra de tudo o que vai acontecer e poderdes estar firmes na presença do Filho do Homem” (Lc. 21,36).

Mosteiro dos Jerónimos, 29 de Novembro de 2009 - 1º Domingo do Advento

terça-feira, novembro 17, 2009

O sacerdote na Eucaristia

O Santo Padre Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal por ocasião do 150° aniversário do dies natalis do Santo Cura d’Ars. A intenção é “contribuir para promover o compromisso de renovação de todos os sacerdotes para um mais forte e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje”. São João Maria Vianney, além de representar um modelo de sacerdote, sempre anunciou com clareza e ênfase a incomparável dignidade do sacerdócio e a centralidade do ministério ordenado no seio da Igreja. Partindo de seus ensinamentos, o Santo Padre voltou a propor as seguintes palavras do Santo: “Ó, quão grande é o sacerdote!... Se ele compreendesse, morreria... Deus o obedece: ele pronuncia duas palavras e Nosso Senhor desce do céu a sua voz e se deposita em uma pequena hóstia...”.
E também: “Retirado o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem voltou a colocar no sacrário? O sacerdote. Quem acolheu vossa alma ao entrar na vida? Quem a nutre para dar-lhe a força de realizar sua peregrinação? O sacerdote. Quem a preparará para apresentar-se diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote. E se esta alma morre [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe devolverá a calma e a paz? Uma vez mais o sacerdote... Depois de Deus, o sacerdote é tudo!... Ele mesmo não poderia entender bem a não ser no céu”.
Como se vê, São João Maria identifica a grandeza do sacerdote com referência privilegiada ao poder que ele exerce nos sacramentos em nome e na Pessoa de Cristo. Bento XVI colocou em evidência este fato, recordando também outras palavras do Cura d’Ars, que se referem em particular ao ministério de celebrar a Santa Eucaristia. O Papa escreve que o Santo “estava convencido de que da Missa dependia todo fervor da vida de um sacerdote: a causa do relaxamento do sacerdote é que não dedica atenção à Missa! Deus meu, como há que compadecer de um sacerdote que celebra como se fizesse uma coisa ordinária!”.
O Ano Sacerdotal propões a nossa reflexão a figura do sacerdote e, em particular, sua dignidade de ministro ordenado que celebra os sacramentos, em benefício de toda Igreja, na Pessoa de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote.


Retirado do Tema Geral da Secção Espírito da Liturgia, sobre teologia litúrgica, a cargo de Mauro Gagliardi, consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice

sexta-feira, novembro 13, 2009

Seminário dos Olivais abre portas

O Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais vai abrir novamente as portas à diocese, no próximo Domingo, 15 de Novembro, para o encerramento da semana dedicada à oração pelos Seminários.
Como em anos anteriores, estão previstos encontros destinados a crianças, adolescentes, jovens e adultos em sessões distintas, onde o Sacerdócio será a temática comum.
A tarde de reflexão, convívio e partilha culminará às 18h30 com a Oração de Vésperas Solenes presididas por D. José da Cruz Policarpo, onde serão também enviadas 15 imagens de Cristo Sacerdote e Bom Pastor que, desta forma, iniciam ao longo deste Ano Sacerdotal uma peregrinação pela diocese de Lisboa.
Na mesma celebração será, ainda, realizado o rito de admissão como candidatos às Ordens sacras de vários alunos do Seminário dos Olivais.
Consulte aqui o Programa.

Cuidar da vida até à morte


Nota pastoral da CEP: “Cuidar da vida até à morte: Contributo para a reflexão ética sobre o morrer”

1. A discussão em curso na nossa sociedade

A dignidade da pessoa na fase final da vida tem sido, nos últimos meses, objecto de debate na sociedade portuguesa. A opinião pública, e os cidadãos em particular, são confrontados com muitos dos problemas que, justamente, são motivo de preocupação e de reflexão, sejam eles de natureza ética, social, assistencial ou económica.
Muitas das questões actualmente em discussão são de todos os tempos, pois têm a ver com a dificuldade em integrar a morte no horizonte da própria vida. Outras são típicas da nossa época, porque resultam das condições que as novas possibilidades da medicina nos proporcionam. Uma observação atenta das intervenções que surgem nos meios de comunicação social mostra uma grande falta de rigor na terminologia usada; e é visível que, por vezes, se pretende validar opções inaceitáveis (morte directa de um paciente) aplicando o termo “eutanásia” a situações que não o são de facto, e que podem ser eticamente aceitáveis.
Os Bispos de Portugal, sabendo da importância destes problemas, da intenção que, a nível político, se tem manifestado no sentido de produzir legislação neste âmbito e perante a ambiguidade de muitos dos conceitos que são usados, pretendem, com esta intervenção, dar um contributo para o debate em curso e oferecer aos católicos algumas linhas de orientação que devem ser tidas em conta nas suas reflexões.
Consulte aqui a versão completa da Nota pastoral da CEP.

Comunicado final da CEP

De 9 a 12 de Novembro de 2009, esteve reunida a 173ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
No discurso de abertura, o Arcebispo Primaz de Braga D. Jorge Ortiga, sublinhou a importância dos cristãos passarem do “mundo da Igreja” para a “Igreja no mundo”, onde temos que ser servos de todos, especialmente dos mais irrelevantes e dispensáveis.

No respeito da autonomia entre Igreja e Estado, manifestou a vontade de promover um «diálogo construtivo». Apontando a prioridade da educação, apelou a que seja respeitada a liberdade dos pais quanto à escolha da educação dos filhos, direito que não tem sido concretizado.

No campo da família, alertou para a campanha ideológica que leva a uma falsa concepção de liberdade e igualdade, pretendendo redefinir a família que tem por base o casamento entre um homem e uma mulher.

Concluiu o seu discurso recordando a celebração do Ano Sacerdotal e apelando à revitalização da vida e missão dos Sacerdotes, ao serviço da Igreja e do mundo.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Semana dos Seminários 2009

Entre 8 e 15 de Novembro, decorre a celebração da Semana dos Seminários 2009, com o tema: “Seminário, palavra que chama e envia”, para lembrar as instituições nas quais são formados os novos sacerdotes no nosso país.
O presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios (CEVM), D. António Francisco dos Santos, assinala na sua mensagem para esta semana que “todos somos chamados a assumir os seminários e a formação dos novos sacerdotes como uma missão essencial da vida dos cristãos e das comunidades”.
“Os seminários são os alunos, os formadores e quantos ali trabalham, rezam e colaboram tantas vezes como beneméritos anónimos, discretos e activos. Os seminários são escolas ao modo da escola do Mestre onde se aprende a ser discípulo de Jesus e onde se preparam os apóstolos de hoje”, escreve.
Para este responsável, estamos na presença de “instituições necessárias” que, no contexto presente da formação, “são mesmo insubstituíveis”, deixando votos de que que as comunidades se apercebam “do valor do seminário como presença e esperança no coração da Igreja”.
“Os seminários são instituições que inscrevem no chão sagrado dos seus edifícios as marcas do tempo e da história e elevam nos traços que exteriormente os identificam os sinais da presença da Igreja”, aponta.
Em pleno Ano Sacerdotal, que a Igreja celebra por decisão de Bento XVI, o presidente da CEVM diz que “o amor pelos seminários, expresso em gestos de oração, de afecto e de generosidade, afirma um belo testemunho de vida eclesial, constitui um sinal de gratidão pelo bem ali realizado”.
“O Ano Sacerdotal deve levar cada vez mais os sacerdotes aos seminários e deve aproximar os seminários das comunidades cristãs”, acrescenta.

terça-feira, novembro 10, 2009

Campanha contra a família

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, criticou esta Segunda-feira, em Fátima, o que classificou como uma “verdadeira campanha ideológica” que pretende a legalização das uniões homossexuais e já levou à “banalização” do aborto.
No discurso inaugural da assembleia plenária da CEP, que decorre até ao próximo dia 12, o Arcebispo de Braga manifestou a sua discordância quando “as uniões homossexuais pretendem apresentar-se com estatuto idêntico à família”.

Caminho na unidade dos cristãos

Bento XVI publicou a Constituição apostólica Anglicanorum coetibus, que apresenta as normas para o regresso de anglicanos à Igreja Católica, assim que os mesmos o solicitem. O documento fora anunciado pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal William Levada, que falou em “numerosos pedidos” de grupos de clérigos e fiéis anglicanos que desejam “entrar em comunhão plena e visível” com Roma. O documento do Papa introduz uma estrutura canónica que possibilita uma “reunião corporativa”, estabelecendo ordinariatos pessoais. Os grupos anglicanos poderão assim preservar os seus elementos particulares de liturgia e espiritualidade.

O documento cita a encíclica Sacerdotalis Caelibatus, de Paulo VI (1967), em que se admitia “o estudo das condições peculiares de sacerdotes casados, membros de Igrejas ou comunidades cristãs ainda separadas da comunhão católica, os quais desejando aderir à plenitude desta comunhão e nela exercer o sagrado ministério, forem admitidos às funções sacerdotais”.

Para o Vaticano, este documento de Bento XVI abre “uma nova avenida para a promoção da unidade dos cristãos”, assegurando, ao mesmo tempo, a “legítima diversidade” na expressão da fé comum.É sublinhado que não se trata de uma iniciativa da Santa Sé, mas de um “resposta generosa do Santo Padre às legítimas aspirações destes grupos anglicanos”.

Quanto à possibilidade de admitir clérigos casados, explica-se que isso não significa uma mudança na disciplina da Igreja quanto ao “celibato” dos padres. Bento XVI afirma que a regra será a admissão de “celibatários” como presbíteros, no futuro, embora admita que se possa solicitar a admissão de homens casados, “caso a caso”.

Consulte aqui a Constituição apostólica Anglicanorum coetibus.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Visita do Papa a Portugal

Papa celebrará missa campal em Lisboa e 13 de Maio em Fátima
Delegação do Vaticano chegou ontem a Lisboa e reuniu-se com autoridades eclesiásticas para traçar o programa da visita de Bento XVI

O Papa celebrará uma missa campal em Lisboa e presidirá às comemorações do 13 de Maio no Santuário de Fátima. Estes deverão ser os dois momentos altos da visita de Bento XVI a Portugal, que arrastarão milhares de pessoas e obrigarão a mobilizar um complexo dispositivo de segurança.
O chefe da Igreja Católica - que virá pela primeira vez a Portugal enquanto Papa - deverá estar pelo menos três dias no País, onde se encontrará também com o Presidente da República, Cavaco Silva, e com outras entidades oficiais.
Foi este o programa apresentado pelas autoridades eclesiásticas portuguesas à delegação do Vaticano que chegou ontem a Portugal e cá estará até ao final da semana para preparar o evento de Maio.
A sugestão da visita foi debatida ontem com o coordenador das visitas papais, o responsável do protocolo do Vaticano e mais uma representante da Alitalia, operadora de viagens italiana. Da parte da Igreja Católica portuguesa, estiveram presentes na reunião de ontem o cardeal patriarca de Lisboa, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, e o seu porta-voz, o bispo de Leiria-Fátima, o reitor do Santuário de Fátima e o Núncio Apostólico, representante da Santa Sé em Portugal.
Nesta viagem de Estado, Bento XVI terá ainda um encontro em Lisboa com um grupo mais restrito de fiéis. "Sabemos apenas que será um encontro particular, mas ainda não podemos avançar com pormenores", afirmou ao DN Manuel Morujão, porta-voz da conferencia episcopal.
Em Lisboa, Bento VXI vai celebrar missa num espaço ao ar livre ainda a definir, e para vários milhares de pessoas. Um encontro que exigirá uma organização complexa e que obrigará a montar um enorme dispositivo de segurança.
Depois desta eucaristia, seguirá para Fátima, onde vai presidir à cerimónia que assinala a aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos. Um local onde o Papa já esteve no ano 2000, enquanto cardeal Ratzinger e perfeito para a Congregação para a Doutrina da Fé, acompanhando João Paulo II.
O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Morujão, sublinhou ontem que este é ainda um programa provisório. Depois de ter sido proposto à delegação do Vaticano, será agora debatido e aprovado pelos bispos portugueses.

Crucifixo é factor de união

Porta-voz vaticano comenta a sentença do tribunal europeu sobre símbolos religiosos nas escolas

O Pe. Federico Lombardi, director da Sala de Imprensa da Santa Sé, afirmou: “O crucifixo sempre foi um sinal de oferenda, de amor de Deus e de união e acolhimento para toda a humanidade. É uma pena que seja considerado como um sinal de divisão, de exclusão ou de limitação da liberdade. Não é isso e não o é para o sentimento comum da nossa gente.
Em particular, o Pe. Lombardi considerou ainda que “é grave marginalizar do mundo educativo um sinal fundamental da importância dos valores religiosos na história e na cultura italianas”.
Segundo o porta-voz, “a religião oferece uma contribuição belíssima para a formação e crescimento moral das pessoas e é uma componente essencial da nossa civilização”. Por este motivo, “é um equívoco e míope querer excluí-la da realidade educativa”.
“Surpreende, além disso, que um tribunal europeu intervenha com tanto peso em uma matéria tão profundamente ligada à identidade histórica, cultural e espiritual do povo italiano”. “Por este caminho, a pessoa não se sente atraída a amar e a compartilhar profundamente esta ideia europeia que nós, como católicos italianos, apoiamos fortemente desde a sua origem.” “Parece que não se quer reconhecer o papel do cristianismo na formação da identidade europeia, que, no entanto, foi e continua sendo essencial”, conclui o porta-voz vaticano.

terça-feira, novembro 03, 2009

Indulgência para Fiéis Defuntos

Na comemoração do dia dos fiéis defuntos, os que visitarem piedosamente uma igreja ou oratório podem aplicar uma indulgência plenária às almas do purgatório. Tal indulgência poderá ser obtida no próprio dia ou, com o consentimento do bispo, no domingo anterior ou posterior, ou na solenidade de Todos os Santos.

A indulgência está incluída na Constituição apostólica Indulgencia doctrina na norma número 15. Como indica o procedimento para obter qualquer indulgência plenária, é necessário rezar um Pai Nosso, um credo, uma ave-maria e um Glória pelas intenções do Santo Padre. Também se deve realizar a confissão sacramental, a comunhão eucarística e a oração pelas intenções do Sumo Pontífice.

Com uma só confissão sacramental, podem-se ganhar várias indulgências plenárias; ao contrário, com uma só comunhão eucarística e uma oração pelas intenções do Sumo Pontífice só se ganha uma indulgência plenária.

As três condições podem ser cumpridas alguns dias antes ou depois da execução da obra prescrita: mas convém que a comunhão e a oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra. O fiel poderá rezar qualquer outra fórmula, segundo sua piedade e devoção.

Não tenhais medo de ser santos!

Discurso do Papa no Domingo, durante a oração do Ângelus
1 de Novembro 2009

"Queridos irmãos e irmãs!
Este domingo coincide com a solenidade de Todos os Santos, que convida a Igreja peregrina sobre a terra a experimentar a festa sem fim da Comunidade celestial, e a reavivar a esperança na vida eterna. (...)
Neste Ano Sacerdotal, gostaria de recordar com especial veneração dos santos sacerdotes, tanto dos que a Igreja canonizou, propondo-os como exemplo de virtudes espirituais e pastorais, como aqueles – muito mais numerosos – que o Senhor conhece. Cada um de nós conserva a grata memória de alguns deles, que nos ajudaram a crescer na fé e sentir a bondade e a proximidade de Deus.
Amanhã, nos espera a anual Comemoração de todos os fiéis falecidos. Queria convidar a viver esta festa anual segundo o autêntico espírito cristão, ou seja, na luz que procede do Mistério pascal. Cristo morreu e ressuscitou e nos abriu passagem à casa do Pai, o Reino da vida e da paz. Quem segue Jesus nesta vida é acolhido onde Ele nos precedeu. Portanto, enquanto visitamos os cemitérios, recordemos que ali, nos túmulos, repousam só os restos mortais de nossos entes queridos à espera da ressurreição final. Suas almas – como diz a Escritura – já “estão nas mãos de Deus” (Sab 3, 1). Portanto, o modo mais próprio e eficaz de honrá-los é rezar por eles, oferecendo atos de fé, de esperança e de caridade. Em união ao Sacrifício eucarístico, podemos interceder por sua salvação eterna, e experimentar a comunhão mais profunda, à espera de nos reencontrarmos, para gozar para sempre do Amor que nos criou e redimiu.
Queridos amigos, que bela e consoladora é a comunhão dos santos! É uma realidade que infunde uma dimensão especial a toda nossa vida. Nunca estamos sozinhos! Formamos parte de uma “companhia” espiritual na qual reina uma profunda solidariedade: o bem de cada um é para benefício de todos e, vice-versa, a felicidade comum se irradia em cada um. É um mistério que, em certa medida, podemos já experimentar neste mundo, na família, na amizade, especialmente na comunidade espiritual da Igreja. Ajude-nos Maria Santíssima a caminhar rapidamente na via da santidade, e se mostre como Mãe de misericórdia para as almas dos falecidos."

quinta-feira, outubro 29, 2009

Síntese catequese em português

Encontros semanais com fiéis
A síntese da catequese é o resumo do texto central do encontro semanal de Bento XVI com fiéis, no Vaticano, às quartas-feiras.
Pela primeira vez um Papa pronunciou esta síntese em português, língua que até agora era usada apenas na saudação aos católicos presentes, com um breve texto. Segundo a agência EFE, os falantes de português presentes na Praça de São Pedro romperam em aplausos como reacção à decisão do Vaticano em juntar o português à lista de línguas em que é pronunciada a síntese da catequese, listagem que conta ainda com o espanhol, o francês o alemão e o inglês. A catequese é pronunciada em italiano.

quarta-feira, outubro 28, 2009

VI Fórum Nacional das Vocações

Nos dias 30 e 31 de Outubro de 2009, decorre no Centro Paulo VI em Fátima, o VI Fórum Nacional das Vocações, que terá como tema:
"Ide e anunciai o Evangelho da Vocação".
Este Fórum tem como destinatários todos os que de alguma forma têm responsabilidades no acompanhamento dos jovens: padres, equipas diocesanas da pastoral vocacional, juvenil e universitária, catequistas, professores de EMRC, responsáveis de grupos de jovens, dirigentes de escuteiros, e outros.
Quem estiver interessado, pode contactar (
vocacoesxpto@gmail.com), para receber o folheto de inscrição por e-mail.
Consulte aqui a informação detalhada sobre o Programa.