sexta-feira, abril 28, 2006

Beleza, expressão do divino

quinta-feira, abril 27, 2006

Visita do Santo Padre à Polónia

O programa oficial da viagem de Bento XVI à Polónia, a realizar entre 25 a 28 de Maio, foi ontem divulgado pela Sala de imprensa da Santa Sé. A viagem ao país natal de João Paulo II prevê seis etapas: Varsóvia, o santuário mariano de Czestochowa, Cracóvia, Wadowice (a terra natal de João Paulo II), o santuário de Kalwaria e, finalmente, Auschwitz, com visita ao campo de concentração nazi, para uma homenagem às vítimas do Holocausto. Várias celebrações eucarísticas estão previstas no programa, que inclui ainda uma “visita de cortesia” ao presidente polaco Lech Kaczynski e encontros com os jovens e com outras comunidades cristãs.










quarta-feira, abril 26, 2006

Tradição e actualização

O Papa Bento XVI continuou hoje com o ciclo de reflexões sobre a Igreja, nas audiências semanais de quarta-feira no Vaticano. Desta feita referiu-se à tradição e actualização na Igreja.
"“Graças à tradição, garantida pelo ministério dos Apóstolos e dos seus sucessores, a água da vida que brotou do lado de Cristo e o seu sangue salutar chegam às mulheres e aos homens de todos os tempos”. Improvisando, o Papa explicou que a tradição “é a comunhão dos fiéis em volta dos seus legítimos pastores no decorrer da histórias, uma comunhão que o Espírito Santo alimenta”. O Espírito, prosseguiu, assegura “a ligação entre a experiência da fé apostólica, vivida na comunidade original dos discípulos, e a experiência actual de Cristo na sua Igreja”. Para Bento XVI, a tradição é a “continuidade orgânica da Igreja” e, em sentido teológico, “a permanente actualização da presença activa do Senhor Jesus no seu povo, operada pelo Espírito Santo e expressa na Igreja através do ministério apostólico e da comunhão fraterna”. A tradição não deve ser entendida, segundo o Papa, como “mera transmissão material de tudo quanto foi dado, no início, pelos Apóstolos, mas como presença eficaz de Jesus”. Perante os cerca de 50 mil peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, Bento XVI sublinhou que “a comunhão eclesial abraça todos os tempos e todas as gerações” e que “a universalidade da salvação exige que o memorial da Páscoa seja celebrado sem interrupção na história, até ao regresso glorioso de Cristo”. Aos peregrinos de língua portuguesa o Papa lembrou que “aqui, em Roma, os Santos Apóstolos Pedro e Paulo derramaram o seu sangue, confessando a sua fé no Senhor Jesus; as gerações recolheram e transmitiram esse testemunho: hoje é a nossa hora!”. “O Espírito Santo ilumine e robusteça o vosso coração para mostrardes a todos a felicidade que é amar Jesus Cristo”, concluiu."

segunda-feira, abril 24, 2006

Domingo da Divina Misericórdia

Neste II Domingo da Páscoa que passou, em que se fez a festa dos baptizados - Domingo In Albis -, celebra-se igualmente a Divina Misericórdia.
"Bento XVI recordou ontem com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, a tradição de dedicar o primeiro domingo depois da ressurreição à Divina Misericórdia, iniciada por João Paulo II. “O mistério do amor misericordioso de Deus esteve no centro do pontificado de meu venerado predecessor”, assegurou. “Recordemos, em particular, a Encíclica ‘Dives in misericordia’, de 1980, e a dedicação do novo Santuário da Divina Misericórdia em Cracóvia, em 2002. As palavras que ele pronunciou nessa última ocasião foram como uma síntese do seu magistério, evidenciando que o culto à misericórdia divina não é uma devoção secundária, mas dimensão integrante da fé e da oração do cristão”, prosseguiu. O Papa frisou que a celebração do Domingo é fundamental para a comunidade cristã, já desde os primeiros tempos, quando Jesus ressuscitado apareceu aos discípulos, reunidos no Cenáculo, na tarde do “primeiro dia depois do sábado” (João 20,19). “Que Maria Santíssima, Mãe da Igreja, a quem agora nos dirigimos com o Regina Caeli, obtenha para todos os cristãos viver em plenitude o Domingo como ‘Páscoa da semana’, saboreando a beleza do encontro com o Senhor ressuscitado e bebendo na fonte de seu amor misericordioso, para ser apóstolos da paz”, referiu."
Esta Festa é um desejo do Senhor (Diário, 699) expresso à Santa Faustina, que fosse instituída a Festa da Divina Misericórdia no primeiro domingo depois da Páscoa. Jesus disse a Santa Faustina: Nesse dia estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Derramo todo um mar de graças nas almas que se aproximam da Minha Misericórdia. A alma que se confessar e receber a Santa Comunhão alcançará o perdão total das culpas e castigos (Diário, 699). Deve ser um dia de esquecimento e perdão total, como o dia das expiações no Antigo Testamento (v. Lev 16). Serão perdoados todos os nossos pecados e a punição devida a eles.
A Irmã Faustina nasceu no dia 25 de Agosto de 1905 na Polónia. Entrou para a vida religiosa em 1924 na congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia. Um dos seus confessores, o Padre Sopocko pediu a Santa Faustina que escrevesse as suas vivências num diário espiritual. E assim, não por vontade própria (Santa Faustina sentia um grande desconforto em relatar qualquer coisa da sua vida interior por escrito), mas por exigência do seu confessor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas, que ocupa algumas centenas de páginas.

Vaticano quer esclarecer polémicas sobre o uso do preservativo

Na sequência do que muitos disseram acerca das declarações do Cardeal Martini, nomeadamente no sentido de ali existir um ataque à posição oficial do Vaticano, a Igreja pretende esclarecer o equívoco.
"O presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde (CPPS), Cardeal Javier Lozano Barragán, anunciou que o seu Dicastério está a preparar um documento sobre “o uso do preservativo por parte das pessoas afectadas por doenças graves”, como a Sida. Em entrevista ao jornal italiano “La Reppublica”, o Cardeal Barragán adiantou que este documento foi pedido por Bento XVI, pouco depois do início do pontificado. “O documento procurará enfrentar as diversas posições e depois será o Papa a decidir a direcção em que deve caminhar a Igreja”, disse o presidente do CPPS. O tema, disse o Cardeal Barragán, está em estudo no CPPS, através de uma comissão “formada por cientistas e teólogos”. “Ainda estamos no início do trabalho, mas será certamente um documento inovador, porque é o primeiro pedido de Bento XVI sobre este tema delicado”, prosseguiu. O anúncio surge poucos dias depois da polémica suscitada pela entrevista-colóquio do Cardeal Carlo Maria Martini, Arcebispo Emérito de Milão, publicada pela revista italiana “L'Espresso”, na qual se referia que o preservativo poderia ser um “mal menor” em certas ocasiões. Fontes do Vaticano manifestaram-se convencidas de que algumas das declarações do Cardeal Martini foram mal interpretadas e asseguram que alguns meios de comunicação social colocaram na sua boca palavras que o Arcebispo emérito de Milão não disse."

quarta-feira, abril 19, 2006

Encontro com o Patriarca

No próximo domingo, dia 23 de Abril, em Sintra, vai decorrer um encontro diocesano dos jovens com o Sr. Patriarca. A propósito destes encontros que vão decorrer nas dioceses por esse mundo fora escreveu Bento XVI:
"É com muita alegria que me dirijo a vós, que estais a preparar a XXI Jornada Mundial da Juventude. Revivo, na minha alma, a lembrança das experiências que tive na Alemanha no mês de Agosto passado. A Jornada deste ano celebrar-se-á nas diferentes Igrejas locais e será uma ocasião oportuna para reacender a chama do entusiasmo despertada em Colónia, e que muitos de vós levastes às famílias, paróquias, associações e movimentos. Será, igualmente, um tempo privilegiado para fazer participar tantos amigos vossos na peregrinação espiritual das novas gerações para Cristo."
É pois fundamental que todos os jovens que possam estar presentes compareçam e dêem testemunho da sua fé. As inscrições podem ser feitas aqui. Apareçam e levem amigos e familiares. É para maiores de 16 e implica levar farnel.

Clonagem

A ciência é, sem dúvida alguma, indispensável no mundo em que vivemos. No entanto, deve estar ao serviço do homem. Aquilo a que temos assistido nestes últimos tempos é exactamente o contrário: o homem ao serviço da ciência. Sob o pretexto da cura de doenças incuráveis, da infertilidade de muitos casais... tem vindo a ser defendido por muitos a investigação científica sem quaisquer limites, o que tem sido evidente na questão da procriação medicamente assistida e também na clonagem. Para o efeito pretendem-se utilizar embriões humanos com a justificação de que só dessa forma será possivel obter avanços naquelas matérias. É o completo desprezo e desvalor pela vida humana. Como cristãos, principalmente aqueles que trabalham nestas matérias, devemos lutar contra estas "inevitabilidades".
A este propósito foi agora redigido um parecer pelo CNECV.
"O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) publicou um Parecer em que considera que a clonagem humana para fins reprodutivos deve ser proibida, porque viola a dignidade humana. “Independentemente da viabilidade da clonagem com finalidade reprodutiva, esta deve ser proibida porque viola a dignidade humana”, aponta o documento. O parecer nº 48 do CNECV, sobre a Clonagem Humana, diferencia a “finalidade reprodutiva” e a “investigação biomédica”, afirmando que estas “suscitam problemas éticos específicos”. Assim, diz-se que “a prática da clonagem para fins de investigação biomédica poderia ser recomendada ao abrigo dos princípios da utilidade e da solidariedade vistos os potenciais benefícios terapêuticos para os seres humanos”. Contudo, escreve o CNECV, “o juízo ético sobre o uso da clonagem depende da natureza que for atribuída ao produto da transferência nuclear somática”. “Na presente situação de ausência de unanimidade ou ampla convergência científica e filosófica acerca da natureza do produto de transferência nuclear somática, considera-se dever aplicar o princípio ético da precaução”, pode ler-se no parecer.Como princípios de solução, a CNECV incentiva “a investigação em células estaminais obtidas sem recurso à clonagem por transferência nuclear somática”."

Há um ano...


... alguém disse Habemus Papa numa varanda do Vaticano. Muito se disse e se escreveu acerca de Joseph Ratzinger, nomeadamente que era ultra-conservador, retrógrado e que ia ser uma desgraça enquanto Papa. Esta posição foi inclusivamente adoptada por muitos cristãos, porventura influenciados pelos media e por "comentadores" de assuntos religiosos.
A verdade é que passado um ano sobre a sua eleição, não podemos deixar de chegar à conclusão de que o Papa Bento XVI é sem dúvida alguma a melhor escolha para o tempo em que vivemos.
Relembro o sucesso das jornadas mundias da juventude que decorreram em Colónia, os esforços ecuménicos, o diálogo com a China, a primeira Encíclica, os apelos à paz no mundo e a "paz" que se vive na Igreja.
Pelo ano que passou e pelo Papa que tem sido parabéns a Bento XVI.

terça-feira, abril 18, 2006

Domus Galilaeae - fotografias







Domus Galilaeae

No início dos anos 80 foi dada a possibilidade ao Caminho Neocatecumenal de construir um centro de formação, de estudos e de retiros nun terreno situado no monte das Bem-aventuranças.
O Papa João Paulo II sempre se mostrou entusiasmado, tendo abençoado e apoiado o projecto. A construção iniciou-se em Janeiro de 1999 e foi inaugurado na sua quase totalidade em Março de 2000 com a presença do Santo Padre.
O centro "Domus Galilaeae" é um local onde os cristãos, nomeadamente seminaristas e presbíteros, poderão ter um contacto directo com a tradição viva de Israel, estudando as fontes hebraicas para compreender o sentido da oração, das festas e das liturgias que foram alimento quotidiano de Jesus Cristo.
A presença em Israel dos grandes estudiosos da Sagrada Escritura faz do Domus Galilaeae o lugar ideal para promover uma recuperação dos estudos das Escrituras como testemunho da presença viva de Deus.

A caminho da Terra Santa

Se tudo estiver a correr como previsto a "nossa" Sara (sc) estará agora a caminho da Terra Santa. Daqui a pouco mais de uma semana esperamos poder colocar aqui algumas das fotografias que ela por lá tirar. A Páscoa é, sem dúvida alguma, o Tempo ideal para esta viagem.

Congresso Internacional Teológico-Pastoral

De 4 a 7 de Julho deste ano, terá lugar em Valência o Congresso Internacional Teológico-Pastoral, o qual abordará temas fundamentais relacionados com a família e reflectirá sobre a transmissão da fé em família.
A estrutura do Congresso assentará em testemunhos, comunicações e mesas redondas. Estarão presentes teólogos, especialistas em educação, a pastoral familiar, meios de comunicação e representantes de diversos movimentos eclesiais.
Os principais movimentos católicos estarão presentes por meio dos seus principais responsáveis:
Javier Echevarría (bispo prelado do Opus Dei), Kiko Argüello (Caminho Neocatecumenal), Álvaro Corcuera (Legionários de Cristo), Lidia Jiménez (Cruzadas de Santa Maria), Andrea Riccardi (Comunidade de Santo Egídio) e Graziella De Luca (Focolares), entre outros.
Toda a notícia aqui

O Código Da Vinci - reacção do Opus Dei

Vai estrear em breve o filme "O Código Da Vinci" baseado no romance com o mesmo nome de Dan Brown. O referido livro, muito embora tratar-se de um romance, criou no espírito de quem o leu a falsa ideia de que os factos ali relatados correspondiam à realidade. Ora, a verdade é que alguns dos factos descritos estão em contradição e falseiam a própria História, não só da Igreja mas também do Mundo, pondo em causa a Igreja Católica. Há uma instituição em particular que é visada e sobre a qual se lançam suspeições e preconceitos infundados - o Opus Dei. Por este motivo, o Opus Dei entendeu que devia esclarecer a empresa produtora do filme, o que fez nomeadamente através de uma carta, da qual transcrevo um excerto:
"Aos accionistas, directores e empregados da Sony Corporation
Estimados senhores: Cumprimentamo-vos com a esperança de vos encontrar com muita paz e saúde. Dirigimo-nos a V. Exas., do Gabinete de imprensa do Opus Dei no Japão, por motivo da próxima estreia, prevista para o mês de Maio, do filme O Código Da Vinci, produzida pela Sony-Columbia. Antes do mais, desejamos esclarecer que esta carta não tem nenhum propósito polémico, mas somente informativo. Enviamo-la, com todo o respeito, por serem V. Exas. membros de uma empresa japonesa de grande tradição, e pelos motivos que expomos em seguida.
Alguns meios de comunicação escreveram concretamente que Sony está a considerar a possibilidade de incluir no princípio do filme um “disclaimer” que esclareça que esta é uma obra de ficção, e que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Com efeito, durante os últimos meses é possível que V. Exas. tenham ouvido falar do Opus Dei, no contexto do citado filme. É provável que, para muitos, esta tenha sido a primeira vez que tiveram a ocasião de ouvir o nome desta instituição da Igreja, e que alguns se interroguem acerca dela. Por esse motivo, este Gabinete sente-se na obrigação de manifestar a sua disponibilidade para informar quem deseje conhecer a realidade do Opus Dei, que nada tem que ver com o retrato traçado por essa novela. Qualquer de V. Exas. que deseje alguma informação não tem mais que dirigir-se a este Gabinete e responderemos o mais cedo possível, com muito gosto: as nossas portas estão abertas. Na página web oficial (
www.opusdei.org) encontrarão muitos dados sobre esta instituição da Igreja Católica. Comprovarão que a essência da sua mensagem é que o trabalho profissional – qualquer que seja – é caminho de santidade, isto é, lugar adequado para viver a fé cristã.Como provavelmente V. Exas. já sabem, há vários aspectos da novela O Código Da Vinci que deformam a figura de Jesus Cristo, e que afectam as crenças religiosas dos cristãos. Além disso, nesse livro diz-se que a Fé cristã se apoia numa grande mentira, e que a Igreja Católica utilizou no decorrer dos séculos meios delituosos e violentos para manter as pessoas na ignorância. A novela mistura realidade e ficção, e no fim não se sabe onde estão as fronteiras entre os factos verídicos e os factos inventados, de maneira que um leitor que conheça pouco de história pode chegar a conclusões falsas, e é possível inclusivamente que se sinta inclinado a olhar a Igreja com menos simpatia, que no entanto é merecedora de respeito."

A carta pode ser lida na íntegra aqui

segunda-feira, abril 17, 2006

Sequência de Páscoa


À Vítima pascal
Ofereçam os cristãos
sacrifícios de louvor.
O Cordeiro resgatou as ovelhas:
Cristo, o Inocente,
reconciliou com o Pai os pecadores.
A morte e a vida
travaram um admirável combate:
depois de morto,
vive e reina o Autor da vida.
Diz-nos, Maria:
Que viste no caminho?
Vi o sepulcro de Cristo vivo
e a glória do ressuscitado.
Vi as testemunhas dos Anjos,
vi o sudário e a mortalha.
Ressuscitou Cristo, minha esperança:
precederá os seus discípulos na Galileia.
Sabemos e acreditamos:
Cristo ressuscitou dos mortos!
Ó Rei vitorioso,
tende piedade de nós.

Ámen. Aleluia.
Da Liturgia Romana

Paz

A primeira mensagem de Páscoa do Papa Bento XVI converteu-se num pedido de paz em nome da ressurreição de Jesus para as zonas do Mundo mais fustigadas por guerras, nomeadamente África, Médio Oriente e América Latina. No dia em que completava 79 anos, e após celebrar a missa do Domingo da Ressurreição, o Papa leu uma mensagem de confiança para «esta época marcada pela inquietude e a incerteza». «Jesus ressuscitou e nos dá a paz; Ele mesmo é a paz», afirmou. «Que a humanidade do terceiro milénio não tenha medo de abrir-lhe o coração. Seu Evangelho sacia plenamente o anseio de paz e de felicidade que habita em todo coração humano». «Cristo ressuscitou porque Deus é amor», disse em latim, ao concluir sua mensagem.
adaptada de uma notícia do Zenit

Homilia de Bento XVI na Vigília Pascal

Jesus ressuscitou. Também nós cristãos somos convidados a ressuscitar, a matar o homem velho pecador e a fazer nascer um novo, à semelhança de Cristo.
"«Procurais Jesus, o Crucificado. Não está aqui: ressuscitou» (Mc 16, 6). Deste modo se dirige às mulheres, que vão ao túmulo procurar o corpo de Jesus, o mensageiro de Deus, revestido de luz. Mas, nesta noite santa, o evangelista diz o mesmo a nós: Jesus não é um personagem do passado. Ele está vivo, e como vivente caminha à nossa frente; chama-nos a segui-Lo a Ele, o Vivente, e a encontrar deste modo também nós o caminho da vida.«Ressuscitou… Não está aqui». A primeira vez que Jesus falou da cruz e da ressurreição aos discípulos, estes, enquanto desciam do monte da Transfiguração, interrogavam-se o que queria dizer «ressuscitar dos mortos» (Mc 9, 10). Na Páscoa, alegramo-nos porque Cristo não ficou no sepulcro, o seu corpo não conheceu a corrupção; pertence ao mundo dos vivos, não ao dos mortos; alegramo-nos porque – como proclamamos no rito do Círio Pascal – Ele é o Alfa e simultaneamente o Ómega, e portanto a sua existência é não apenas de ontem, mas de hoje e por toda a eternidade (cf. Heb 13, 8)."

quinta-feira, abril 13, 2006

5.ª Feira Santa

Começa hoje em todo o mundo católico o Tríduo Pascal, com a celebração da Missa de 5.ª Feira Santa. Com esta Missa, a Igreja procura recordar a última Ceia em que o Senhor Jesus Cristo, na noite em que foi entregue, e tendo amado até ao fim os seus que estavam no mundo, ofereceu ao Pai, sob as espécies do pão e do vinho, o seu Corpo e Sangue, os deu aos Apóstolos para que os tomassem e lhes mandou a eles e aos seus sucessores no sacerdócio que os oferecessem.
Para a comunhão do clero e do povo, hoje e amanhã, consagram-se partículas nesta Missa.
É também nesta Missa que deve ter lugar o lava-pés que, segundo a tradição deste dia, se faz a alguns homens escolhidos. Este rito manifesta o serviço e a caridade de Jesus Cristo, que não veio para ser servido, mas para servir.

quarta-feira, abril 12, 2006

Domingo de Ramos no Vaticano





Vocações crescem na India

Nos Continentes Africano e Asiático (ao contrário da realidade europeia) tem-se assistido a muitas conversões e a um aumento exponencial das vocações. O que é ainda mais surpreendente se atentarmos às perseguições que muitos cristãos têm sofrido unicamente por se afirmarem enquanto tais. Esta notícia da ecclesia é reveladora disso mesmo:
"Nunca se assistiu a um tão grande crescimento das vocações para o sacerdócio na Índia, garante o reitor do seminário maior de Chennai, no estado de Tamil Nadu.Em entrevista à Ajuda à igreja que Sofre, o Padre Ignatius Prasad, reitor do Seminário do Sagrado Coração, mostrou-se muito optimista quanto à formação dos futuros padres na Índia. O sacerdote explicou que o seu seminário tem actualmente 286 estudantes e que devido à falta de condições para alojar mais alunos a direcção teve de rejeitar 23 candidatos. Este seminário é um dos quatro existentes no sul da Índia com no seu conjunto representam 800 seminaristas oriundos de 28 dioceses. Sessenta destes seminaristas serão ordenados durante o próximo mês. Como indicador deste aumento generalizado das vocações, o sacerdote referiu que em Chennai existem mais de 30 estudantes em cada ano lectivo no departamento de Teologia, que representa um aumento para o dobro em relação aos anos oitenta. “O número de vocações disparou – é esta a situação que se tem verificado nos últimos 5 anos. Temos já algumas dificuldades em admitir todas as candidaturas e em definir prazos para entrega dos formulários de inscrição”, afirmou o sacerdote. A criação de programas atractivos têm encorajado os jovens a abraçar uma possível vocação e os retiros, as irmandades e o serviço de acólitos têm contribuído para este aumento do número de seminaristas. O Padre Prasad acrescentou que tem aumentado a “pressão política” para limitar o crescimento da Igreja através da nova lei anti-conversão introduzida no estado de Tamil Nadu. A nova legislação proíbe a oração em locais públicos e quem pretenda converter-se ao cristianismo tem agora de enfrentar uma autêntica barreira burocrática imposta pelas autoridades públicas. “Quanto maior é a pressão que colocam nas pessoas, mais necessidade elas sentem de proclamar a sua fé”, concluiu. O Padre Prasad agradeceu ainda o trabalho da Ajuda à Igreja que Sofre pelo apoio recebido para a formação, em intenções de missa e livros para o seminário."

A verdade dos cristãos é a verdade de Jesus Cristo

D. José Policarpo encerrou as suas catequeses quaresmais discutindo a «verdade e amor». Para os fiéis cristãos, a verdade que «vem através da Palavra de Deus, é a verdade de Jesus Cristo, caminho para a vida», disse o Cardeal Patriarca de Lisboa.
Na sua última catequese quaresmal, intitulada «A verdade é a base indispensável do Amor», D. José Policarpo lançou um alerta contra os perigos de uma visão subjectiva da realidade: «Que verdade ilumina as consciências no exercício da liberdade moral? Se por verdade se entender a busca da compreensão da realidade pela inteligência racional, cai-se facilmente numa visão subjetiva da verdade e numa autonomia individualista da consciência moral», disse. «Por exemplo, a verdade científica não se compadece com subjectivismos de interpretação mas quando se trata de escolher caminhos de vida e discernir a objectividade do bem e do mal, o risco dessa subjectividade é maior, até porque a realidade do homem é complexa e não se capta facilmente apenas através da análise racional», prosseguiu o cardeal.
D. José Policarpo destacou que «os discípulos de Cristo não podem cair nesta tentação. Se para eles a verdade lhes vem através da Palavra de Deus, é a verdade de Jesus Cristo, caminho para a vida».
Já na Homilia da Missa do Domingo de Ramos, o Patriarca de Lisboa referiu que «uma das fragilidades da nossa cultura contemporânea é o conceito de felicidade fácil que se gerou, contentando-se com alegrias momentâneas e efémeras, que nem sequer são, tantas vezes, a semente da verdadeira e definitiva felicidade. Esquecemo-nos que a felicidade é um caminho longo, que supõe a purificação, a coragem de abraçar as exigências e o sofrimento». «Nas relações de amor, na fidelidade à vocação escolhida, na prossecução de um ideal, desiste-se perante as dificuldades encontradas», lamentou o Cardeal.

Não há Teologia católica sem aceitação do Magistério da Igreja

"O padre Juan Antonio Martinez Camino, secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), reconheceu esta segunda-feira que a «tensão» entre «comunhão e liberdade» está sempre presente na tradição da Teologia, e afirmou que a Teologia é tal «enquanto procede da fé católica e contribui a fortalecê-la e dar-lhe vida» (...)
O padre Martinez Camino afirmou que na Teologia «há um campo enorme para a imaginação e o trabalho», mas se é cristã, deve confessar Jesus Cristo como «Salvador que vive na Igreja e nos sacramentos», e este é o único «limite» que os teólogos tem. O porta-vos da CEE disse que se este aspecto põe-se em questão, a Teologia «nega-se a si mesma, não é que se negue a liberdade aos teólogos». No mesmo sentido, disse que «se se nega que Cristo é o Salvador, e isto sucede em alguns casos, a Teologia deixa de ser o que é», e isto é «mortal para si mesma e para seus fins». Neste contexto, recordou que o Magistério é o «intérprete autorizado da fé», que tem a «missão de direcionar» a teologia, e que a missão encomendada à Igreja é «mostrar a figura de Cristo». Com respeito ao conceito de «dissenso», sob o qual se recolhem em certas ocasiões algumas posturas teológicas em contraposição à ortodoxia da Igreja, o porta-voz da CEE disse que «negar o Magistério da Igreja» é algo que não acontece na Teologia católica. Em contraposição, destacou o trabalho de «centenas de professores» que trabalham na Espanha «no sentido de uma Teologia católica», ainda que reconheceu que grupos minoritários têm as vezes uma «influência grande» e esta repercussão, e não seu número, é o que preocupa os bispos. Segundo Martinez Camino, as teologias que a Instrução qualifica como «deficientes» estão «exageradamente presentes ante a opinião pública», quando na realidade se trata de «grupos pequenos e em retrocesso, que representam a vida da Igreja em seu núcleo e corpo principal». O porta-voz reconheceu que estas correntes são «muito ativas e capazes de ser recolhidas» (...)
Martinez Camino atribuiu sobretudo as propostas teológicas equivocadas também à «visão da Igreja separada de Cristo». Neste sentido, denunciou o erro de considerar a Cristo como um «personagem puramente histórico, da História passada, ao qual se pode acessar só com instrumentos da pesquisa histórica». «Cristo é um personagem principalmente do presente e do futuro», acrescentou. «Vive em sua Igreja, e não é possível separá-los». Nesta linha, reconheceu o bem que pode ter feito a aplicação do «método histórico crítico», mas denunciou a utilização de uma «ideologia» prévia ao juízo da Igreja."

terça-feira, abril 11, 2006

Reconciliação no Vaticano

À semelhança do que já se faz em muitas igrejas nesta Semana Santa, o Vaticano decidiu fazer uma celebração especial permitindo que os fiéis que hoje ali se desloquem se possam reconciliar com Deus e com os irmãos.
"Terça-feira Santa é hoje marcada, no Vaticano, pela celebração de um “Rito pela reconciliação dos mais penitentes”, com confissão e absolvição individual. A cerimónia, que se iniciou há poucos minutos, é presidida pelo Cardeal James Francis Stafford, Penitenciário Mor, por encargo do Papa. Esta é uma inovação no programa da Semana Santa no Vaticano, introduzida por Bento XVI. João Paulo II costumava ir à Basílica de São Pedro, na Sexta-feira Santa, e confessar alguns fiéis. O tempo de preparação para a Páscoa, na conclusão do itinerário penitencial da Quaresma, é tradicionalmente vivido na Igreja como um tempo propício para a celebração da Reconciliação. Seguindo essa tradição, explica um comunicado da Santa Sé, “também hoje a Basílica de São Pedro se torna um espaço de perdão e de salvação”. Esta celebração comunitária, que exprime a “consciência da necessidade de pedir perdão pelos próprios pecados”, desenrola-se em volta de algumas passagens da Sagrada Escritura, convidando “à conversão e o anúncio da misericórdia”.A cerimónia iniciou-se com uma procissão silenciosa, sendo seguida por uma Liturgia da Palavra, com homilia do Cardeal Stafford. O terceiro momento é o Rito da Reconciliação, com uma fórmula de confissão geral dos pecados e a confissão individual, para a qual estão disponíveis cerca de 60 sacerdotes."
Aproveito para relembrar que hoje às 21:00, na Paróquia de Nova Oeiras, vai também haver uma celebração penitencial.

Logotipo das Jornadas Mundiais da Juventude de 2008

Em complemento desta notícia aqui fica a explicação do logotipo das próximas JMJ que terão lugar em Sydney, apresentado no passado dia 9 de Abril, Domingo de Ramos.
O logotipo das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) de Sydney encerra em si mesmo 5 temas principais, Cristo Nosso Salvador, A Fé Católica, a Peregrinação que representa as JMJ, a participação dos jovens peregrinos e a cidade anfitriã - Sydney.
A imagem que mais salta à vista é a Chama do Espírito Santo que representa o fogo no coração de Deus. Tradicionalmente para os Católicos, a chama representa os dons do Espírito Santo. O amarelo ao lado da Chama representa os peregrinos a receberem o poder do Espírito Santo, que é transmitido à vida de cada um dos peregrinos de todo o mundo que participam no evento. Os amarelos e laranjas do logotipo estão associados à paisagem australiana. A Cruz no centro do logotipo é elevada em sinal de vitória representando Cristo e a vida de testemunho que o Espírito Santo permite. A Cruz de cor branca representa também Cristo como a Luz do Mundo. O azul escolhido para os dizeres do logotipo reflecte os oceanos que circundam a Austrália, a peregrinação através dos oceanos levada a cabo por cada um dos peregrinos para estarem presentes nas JMJ bem como as águas do Baptismo e a Abençoada Virgem Maria. A imagem final a completar o logotipo é a sombra da Opera de Sydney, reconhecida internacionalmente como símbolo da cidade de Sidney, cidade anfitriã das próximas JMJ.

Perguntas dos jovens ao Papa

Num encontro por ocasião da XXI Jornada Mundial da Juventude, Bento XVI convidou milhares de jovens a «fazerem Deus presente nas nossas sociedades». Durante o encontro, a praça de São Pedro encheu-se para assistir a um diálogo espontâneo entre o Papa e cinco jovens.
A Bíblia, Palavra de Deus
Após a leitura do Evangelho, Simone, de 21 anos, perguntou ao Santo Padre como é possível perceber na vida diária a Bíblia como Palavra de Deus. «Não há que ler a Sagrada Escritura como se fosse um livro histórico», respondeu o Santo Padre, «mas como Palavra de Deus, ou seja, em diálogo com Deus». «A Palavra não é lida num clima académico, mas rezando e dizendo a Deus: “Ajuda-me a compreender tua Palavra”», sublinhou. O Papa acrescentou ainda que «é importante lê-la na grande companhia do Povo de Deus», na comunhão da Igreja, que transmite esta Palavra através dos séculos.
Amor e felicidade
Anna, de 19 anos, reconheceu que no mundo de hoje é difícil viver o que a Igreja propõe, particularmente no que se refere à moral sexual. Após recordar que o amor que traz a felicidade é um amor de doação, o sumo pontífice explicou que «é belo encontrar na Escritura a definição do amor e do matrimónio: o homem abandonará o seu pai e a sua mãe, se unirá à mulher, e serão uma só carne, uma só existência». O Papa explicou que o matrimónio foi instituído por Deus na criação: «é um sacramento inscrito no próprio ser humano». «Portanto, não é uma invenção da Igreja», declarou, reconhecendo que por causa do pecado original e da fragilidade do ser humano, em certas ocasiões parece realmente difícil. Por isso, «para viver esta vocação, necessitamos de um “coração novo”». «Deste modo, o matrimónio e o afecto de um homem e de uma mulher convertem-se em algo possível, ainda que pareça impossível no clima de nosso tempo».
O apostolado: fazer presente a Deus
Inelde, de 17 anos, perguntou o que é que o Papa espera dos jovens, e ele respondeu que é melhor perguntar «o que espera Deus de vós?». Num mundo que vive como se Deus não existisse, no qual Deus fica relegado à esfera privada, o Papa convidou os jovens a «fazerem Deus presente nas nossas sociedades e na nossa vida». E «como é Deus?», perguntou, reconhecendo que há muitas visões de Deus, inclusive a de um Deus violento. Por isso, respondeu: «É Deus que nos mostrou o seu rosto em Jesus, que nos amou até a morte e venceu a violência». Convidou os jovens a «experimentar este Deus, junto dos amigos e na grande companhia da Igreja», explicando que é nisto que consiste o apostolado.
A vocação
Vittorio, de 20 anos, pediu ao Papa que contasse como decidiu ser sacerdote e que desse conselhos para aqueles jovens que propõem a si a possibilidade de seguir a vida consagrada a Deus. «Face a esta cultura anti-humana, compreendi que o Evangelho e a fé nos indicam o caminho justo», confessou o Santo Padre. Quando era jovem, revelou, houve dois elementos que o ajudaram. Em primeiro lugar, «descobri a beleza da liturgia, amando-a porque nela se nos apresenta a beleza de Deus e se nos abre o céu». Em segundo lugar, «descobri a beleza de Deus ao entrar em diálogo com Ele por meio da teologia». Aos jovens que se propõem a responder ao chamamento de Deus à vida consagrada recomendou entrar «em amizade com Deus, sem ficar nos livros, mas vivendo uma relação para compreender o que é que me diz precisamente». Para isto, assegurou, requer-se «valentia e humildade, confiança e abertura para nos perguntarmos o que quer o Senhor. É uma grande aventura, mas a vida só pode ser vivida com a confiança que o Senhor não nos deixa sozinhos».
Ciência e fé
Por último, Giovanni, de 17 anos, pediu que o Papa explicasse a relação entre ciência e fé. Bento XVI explicou que há uma inteligência que precede a matemática e as leis naturais, a inteligência de Deus, ou seja, «um projecto inteligente» que criou a natureza com essas leis assim como a mente humana. «Há duas opções», ou Deus existe ou não existe, ou seja, existe uma «razão criadora» ou só fica o «irracional», pois se não há Deus só fica o caos. «Não é possível provar nem uma possibilidade nem outra, mas a opção do cristianismo é a primeira», indicou. «Com confiança, podemos elaborar uma visão do mundo segundo a qual a razão criadora é Amor e, portanto, Deus», concluiu o Papa.

V Encontro Mundial das Famílias

O V Encontro Mundial das Famílias terá lugar em Valência em Julho de 2006, segundo decidiu o Papa João Paulo II e ratificou recentemente o seu sucessor, Papa Bento XVI. O Encontro Mundial das Famílias (EMF) "é uma grande convocação que cada três anos realiza o Papa para celebrar o dom divino que é a família. Reúne centenas de milhares de famílias dos cinco continentes para rezar, dialogar, aprender, compartilhar e aprofundar o entendimento do papel da família cristã como Igreja doméstica e unidade base da evangelização." Para mais informações ver este site.

segunda-feira, abril 10, 2006

Icone JMJ Sydney 2008


Neste Domingo de Ramos que passou, dia 9 de Abril, e perante Sua Santidade o Papa Bento XVI foi revelado publicamente o ícone das Jornadas Mundiais da Juventude que vão decorrer em 2008, em Sydney - Austrália. Quem quiser conhecer o sentido do ícone que agora foi mostrado ao Mundo pode ir ao novo site das JMJ. As últimas JMJ decorreram em Colónia, em Agosto de 2005, e juntaram mais de 1 milhão de jovens vindos de todo o Mundo. Eu estive presente e aconselho vivamente a todos os que possam a ir a Sydney em 2008.

Bispo do Funchal fala do Catecumenato

"O catecumenado propriamente dito destina-se a convertidos não baptizados. Estes catecúmenos já convertidos à fé ou a uma nova vida cristã precisam de uma iniciação lenta e progressiva. Sem uma comunidade crente e praticante, o catecumenado não tem razão de ser, pois esta caminhada para o baptismo faz-se numa comunidade eclesial. Precisa-se de uma paróquia com sensibilidade missionária e com uma experiência de catequese de adultos para que se crie o catecumenato. O grande escritor Tertuliano afirmava no século III: «Não se nasce cristão, mas torna-se cristão». Esta realidade tornou-se actual, mesmo em dioceses como a do Funchal, onde era prática comum baptizar os filhos ainda crianças. Numa época descristianizada e de forte secularização, com a chegada de imigrantes de países não cristãos, começaram a aparecer vários pedidos de baptismo de adultos. A pastoral catecumenal não se circunscreve apenas aos convertidos não baptizados, que desejam ser cristãos através de um processo de iniciação, inclui também entre nós, a reiniciação dos baptizados e até confirmados que, embora crentes à sua maneira, desejam recuperar a vida cristã. Um movimento recente e de grande expansão no mundo, também presente entre nós, os Neo-Catecumenais, estão a realizar um trabalho admirável que nos alegramos registar (...)".
Embora em todo o Mundo o número daqueles que se dizem cristãos continue a aumentar, na Europa assistimos a uma cada vez maior descristianização. Esteve aliás bem patente aquando da discussão do texto daquela que poderá vir a ser a próxima constituição europeia.
O Bispo do Funchal fala de uma "nova" realidade na Igreja que é o Caminho Neocatecumenal e que tão importante tem sido no renascimento das vocações e no regresso de muitos à Igreja. Quem quiser ler o documento todo basta ir aqui.
[na fotografia pode ver-se o interior da Sé Catedral do Funchal]

Os 3 princípios inegociáveis para a Igreja

Há três princípios que são inegociáveis para a Igreja, explicou o Papa Bento XVI: a defesa da vida, o reconhecimento da família e a liberdade de educação.
O Papa expôs estes princípios a 500 parlamentares do Partido Popular Europeu, que celebraram em Roma o seu congresso continental. No seu discurso, com o qual respondeu às palavras de saudação do presidente do grupo parlamentar, o Santo Padre começou por reivindicar o direito dos representantes religiosos expressarem os seus princípios numa sociedade democrática.
«Quando as Igrejas ou as comunidades eclesiais intervêm no debate público, expressando reservas ou recordando princípios, não estão a manifestar formas de intolerância ou de interferência, dado que estas intervenções apenas procuram iluminar as consciências, para que as pessoas possam actuar livremente e com responsabilidade, segundo as autênticas exigências da justiça, ainda que isto possa entrar em conflito com situações de poder e de interesse pessoal», declarou o Papa.
Passando depois a analisar em particular as intervenções públicas da Igreja Católica, Bento XVI afirmou que o seu interesse se «centra na protecção e promoção da dignidade da pessoa, e por isso presta particular atenção aos princípios que não são negociáveis». Com a clareza de um professor, o Santo Padre enunciou estes princípios do seguinte modo:
  • «Protecção da vida em todas suas fases, desde o primeiro momento da sua concepção até sua morte natural»;
  • «Reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como uma união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa perante as iniciativas de fazer com que esta seja juridicamente equivalente a formas radicalmente diferentes de união que na realidade a ferem e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter particular e o seu papel social insubstituível»;
  • «A protecção do direito dos pais a educar seus filhos».

Bento XVI continuou ainda ao declarar que estes princípios são «iluminados e confirmados pela fé» e «estão inscritos na natureza humana, e, portanto, são comuns a toda a humanidade». «A acção da Igreja na sua promoção não é, portanto, de carácter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, independentemente da sua afiliação religiosa». O trabalho na defesa destes aspectos fundamentais da dignidade humana, não só deverá ser realizado pela Igreja, mas «é ainda mais necessário na medida em que estes princípios são negados ou mal entendidos, pois deste modo comete-se uma ofensa à verdade da pessoa humana, uma grave ferida provocada à própria justiça», concluiu o Papa.

in Zenit

Quinhentos anos do nascimento de São Francisco Xavier

"Logo se completará o V centenário do nascimento de São Francisco Xavier, patrono celestial de Navarra e das missões católicas em todo o mundo. Esse ilustre missionário, conhecido sobretudo na Espanha, na Índia e no Japão, fala também aos homens de nosso tempo sobre a obra salvífica de Nosso Senhor Jesus Cristo e da índole universal do Evangelho. Com efeito, este apóstolo, que anunciou incansavelmente Cristo e converteu muitos à fé, é um modelo exímio de progresso espiritual, admirável servidor do reino de Deus e um mestre da difusão do Evangelho no mundo inteiro."
Da carta enviada por Bento XVI ao Cardeal Rouco, lida aqui

Homília de Domingo de Ramos

"O domingo de Ramos, contudo, diz-nos que o autêntico grande «sim» é precisamente a Cruz, que a Cruz é a autêntica árvore da vida. Não alcançamos a vida apoderando-nos dela, mas dando-a. O amor é a entrega de nós mesmos e, por este motivo, é o caminho da vida autêntica simbolizada pela Cruz."
Da homília de Bento XVI, lida aqui

domingo, abril 09, 2006

PMA - nota da Conferência Episcopal

"O amor é a entrega de nós mesmos"

«A Cruz fala de sacrifício, dizia-se, a Cruz é sinal de negação da vida --acrescentou--. Nós, contudo, queremos a vida inteira, sem restrições e sem renúncias. Queremos viver, nada mais que viver». E fazendo-se porta-voz de um sentimento dominante, sublinhava: «Não nos deixamos limitar pelos preceitos e as proibições --dizia-se e se segue dizendo-- queremos riqueza e plenitude». «Tudo isto parece convincente e sedutor; é a linguagem da serpente que nos diz: “Não vos deixeis atemorizar! Comei tranqüilamente de todas as árvores do jardim”», reconheceu o Papa. Agora, ao entrar em Jerusalém em um jumento, Jesus deixa no Domingo de Ramos uma mensagem que vai contra a corrente: «Não alcançamos a vida apoderando-nos dela, mas dando-a».

Papa Bento XVI no dia de Ramos de 2006, in Zenit

sexta-feira, abril 07, 2006

Encontro Mundial das Famílias


O Encontro Mundial das Famílias irá realizar-se em Valência e irá contar com a presença de Bento XVI. Num momento em que a Igreja, nomeadamente na Europa, está a ser alvo de um forte ataque que visa apagar o papel que aquela desempenhou na construção desta mesma Europa, somos todos convidados a dar um sinal de que a Igreja está viva. Quem quiser inscrever-se ou obter mais informações pode ir ao site oficial.

A caminho de Sydney


"Tenemos un núcleo de católicos profundamente religiosos, que obviamente nos ayudarán, pero la intención que está detrás del proyecto es que refuerce la fe de los jóvenes australianos y de los que vengan a Sydney. Será un acontecimiento específicamente católico, como siempre, pero será también una propuesta para todos esos jóvenes australianos que no tienen convicciones religiosas arraigadas. Les ofreceremos algo diferente."

Entrevista ao Cardeal George Pell que receberá em Sydney os jovens no ano 2008 em Blogue Sydney 2008

Papa Bento XVI na Terra Santa

Santo Sepulcro

O Papa Bento XVI deverá visitar a Terra Santa em 2007, de acordo com Shimon Peres, antigo Primeiro-Ministro do Estado de Israel e Prémio Nobel da Paz, após ter sido recebido em audiência. O membro do Partido Kadima transmitiu a Sua Santidade o convite apresentado por Ehud Olmert, Primeiro-Ministro Israelita. Por seu lado, Joaquín Navarro Valls, director da Sala de Informação da Santa Sé, emitiu um comunicado em que confirmou o convite apresentado ao Papa, sem, no entanto, mencionar qualquer data para a visita.

A Igreja no Mundo

Este blogue tem como objectivo reunir notícias da Igreja por esse Mundo fora e mostrar dessa forma o papel insubstituível que a Igreja tem nos tempos que correm. O blogue é uma iniciativa do Pároco de Nova Oeiras - Padre Aníbal Inácio - e será mantido por jovens da Paróquia, mas todos os contributos serão bem-vindos.