quinta-feira, maio 17, 2007

Bento XVI aos Jovens


O jovem rico

Mt.19,16-22



Hoje quero reflectir convosco o texto de São Mateus (19, 16-22). Fala de um jovem. Ele veio a correr ao encontro de Jesus. Merece destaque a sua ânsia. Neste jovem, vejo todos vós, jovens. Viestes a correr de diversas regiões deste Continente para o nosso encontro. Quereis ouvir, pela voz do Papa, as palavras do próprio Jesus.


1. Uma pergunta

Tendes uma pergunta crucial, referida no Evangelho, a fazer-Lhe. É a mesma do jovem que veio a correr ao encontro com Jesus: o que fazer para alcançar a vida eterna? Gostaria de aprofundar convosco esta pergunta. Trata-se da vida. A vida que, em vós, é exuberante e bela. O que fazer dela? Como vivê-la plenamente?

Uma pergunta sobre o futuro

Vê-se logo, pela formulação da própria pergunta, que não basta o aqui e agora, ou seja, nós não conseguimos delimitar a nossa vida ao espaço e ao tempo, por mais que pretendamos estender seus horizontes. A vida transcende-os. Por outras palavras, queremos viver e não morrer. Sentimos que algo nos revela que a vida é eterna e que é necessário empenhar-se para que isto aconteça. Dito de outro modo, a vida está em nossas mãos e depende, de algum modo, da nossa decisão.

Uma pergunta sobre o sentido da Vida

A pergunta do Evangelho não contempla apenas o futuro. Não trata apenas de uma questão sobre o que acontecerá após a morte. Há, pelo contrário, um compromisso com o presente, aqui e agora, que deve garantir autenticidade e consequentemente o futuro. Numa palavra, a pergunta questiona o sentido da vida. Pode por isso ser formulada assim: «que devo fazer para que minha vida tenha sentido? Ou seja: como devo viver para colher plenamente os frutos da vida? Ou ainda: que devo fazer para que minha vida não passe inutilmente»?


Jesus é o único capaz de nos dar uma resposta, porque é o único que nos pode garantir a vida eterna. Por isso também é o único que consegue mostrar o sentido da vida presente e dar-lhe um conteúdo de plenitude.

2. Quem reconhece o bem é sinal de que ama

Antes, porém, de dar sua resposta, Jesus questiona a pergunta do jovem num aspecto muito importante: por que me chamas “bom”? Nesta pergunta encontra-se a chave da resposta. Aquele jovem percebeu que Jesus é bom e que é mestre. Um mestre que não engana. Nós estamos aqui porque temos esta mesma convicção: Jesus é bom. Podemos não saber dar toda a razão desta percepção, mas é certo que ela nos aproxima dEle e nos abre ao seu ensinamento: um mestre bom. Quem reconhece o bem é sinal de que ama. E quem ama, na feliz expressão de São João, conhece Deus (cf.1Jo 4,7). O jovem do Evangelho teve uma percepção de Deus em Jesus Cristo.

Jesus garante-nos que só Deus é bom. Estar aberto à bondade significa acolher Deus. Assim, Ele convida-nos a ver Deus em todas as coisas e em todos os acontecimentos, mesmo lá onde a maioria só vê a ausência de Deus. Vendo a beleza das criaturas e constatando a bondade presente em todas elas, é impossível não crer em Deus e não fazer uma experiência de sua presença salvífica e consoladora. Se nós conseguíssemos ver todo o bem que existe no mundo e, ainda mais, experimentar o bem que provém do próprio Deus, não cessaríamos jamais de nos aproximar dele, de O louvar e Lhe agradecer. Ele enche-nos continuamente de alegria e de bens. A Sua alegria é a nossa força.

3. Quem observa os mandamentos está no caminho de Deus

Mas nós não conhecemos o bem, senão de forma parcial. Para perceber o bem necessitamos de auxílios, que a Igreja nos proporciona em muitas oportunidades, principalmente pela Catequese. O próprio Jesus explicita o que é bom para nós, dando-nos sua primeira catequese. «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). Ele parte do conhecimento que o jovem já obteve certamente de sua família e da Sinagoga: de facto, ele conhece os mandamentos. Eles conduzem à vida, o que equivale a dizer que eles nos garantem autenticidade. São as grandes balizas a nos apontarem o caminho certo.

Quem observa os mandamentos está no caminho de Deus. Não basta conhecê-los. O testemunho vale mais que a ciência, ou seja, é a própria ciência aplicada. Não são impostos de fora, nem diminuem nossa liberdade. Pelo contrário: constituem impulsos internos vigorosos, que nos levam a agir nesta direcção. Na sua base está a graça e a natureza, que não nos deixam parados. Precisamos de caminhar. Somos impelidos a fazer algo, para nos realizarmos a nós mesmos. Realizar-se, através da acção, na verdade, é tornar-se real. Nós somos, em grande parte, a partir de nossa juventude, o que nós queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos.

4. E vós, já descobristes o que é bom?

Nesta altura volto-me, de novo, para vós, jovens, querendo ouvir também de vós a resposta do jovem do Evangelho: tudo isto tenho observado desde a minha juventude. O jovem do Evangelho era bom. Observava os mandamentos. Estava pois no caminho de Deus. Por isso Jesus fitou-o com amor. Ao reconhecer que Jesus era bom, testemunhou que também ele era bom. Tinha uma experiência da bondade e por isso, de Deus. E vós, jovens? Já descobristes o que é bom? Seguis os mandamentos do Senhor? Descobristes que este é o verdadeiro e único caminho para a felicidade?

5. Só temos uma vida

Os anos que vós estais a viver são os anos que preparam o vosso futuro. O "amanhã" depende muito de como estais vivendo o "hoje" da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com sentido de responsabilidade.

6. Medo do futuro e défice de esperança

Ouvimos muito falar dos medos da juventude de hoje. Revelam-nos um enorme défice de esperança: medo de morrer, num momento em que a vida está a desabrochar e procura encontrar o próprio caminho da realização; medo de sobrar, por não descobrir o sentido da vida; e medo de ficar desconectado diante da estonteante rapidez dos acontecimentos e das comunicações. Registamos o alto índice de mortes entre os jovens, a ameaça da violência, a deplorável proliferação das drogas que sacode até a raiz mais profunda a juventude de hoje. Fala-se por isso, seguidamente, de uma juventude perdida.

7. Alguns desafios:

Sede os apóstolos dos jovens

Mas olhando para vós, jovens aqui presentes, que irradiais alegria e entusiasmo, assumo o olhar de Jesus: um olhar de amor e confiança, na certeza de que vós encontrastes o verdadeiro caminho. Sois jovens da Igreja. Por isso Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor. Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; para que se encontrem com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus.

Formação humana e espiritual de vital importância

Podeis ser protagonistas de uma sociedade nova se procurais pôr em prática uma vivência real inspirada nos valores morais universais, mas também um empenho pessoal de formação humana e espiritual de vital importância. Um homem ou uma mulher não preparados para os desafios reais de uma correcta interpretação da vida cristã do seu meio ambiente, será presa fácil a todos os assaltos do materialismo e do laicismo, sempre mais actuantes em todos os níveis.

Cultura da vida, da família, da fraternidade, da transparência…

Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, desde o início ao seu natural declínio; amparai os anciãos, pois eles merecem respeito e admiração pelo bem que vos fizeram. O Papa também espera que os jovens procurem santificar seu trabalho, fazendo-o com competência técnica e laboriosamente, para contribuir para progresso de todos os seus irmãos e para iluminar com a luz do Verbo todas as actividades humanas (cf.
Lumen Gentium, n. 36).

Protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna

Mas, sobretudo, o Papa espera que saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando as suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristã no ambiente profissional e social, distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais. Tenham em conta que a ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção pessoal e alheia; não existem motivos para fazer prevalecer as próprias aspirações humanas, sejam elas económicas ou políticas, com a fraude e o engano.

Definitivamente, existe um imenso panorama de acção no qual as questões de ordem social, económica e política ganham um particular relevo, sempre que haurirem sua fonte de inspiração no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja. A construção de uma sociedade mais justa e solidária, reconciliada e pacífica; a contenção da violência e as iniciativas que promovam a vida plena, a ordem democrática e o bem comum e, especialmente, aquelas que visem eliminar certas discriminações existentes nas sociedades latino-americanas e não são motivo de exclusão, mas de recíproco enriquecimento.

Apreço pelo Matrimónio e pela Castidade

Tende, sobretudo, um grande respeito pela instituição do Sacramento do Matrimónio. Não poderá haver verdadeira felicidade nos lares se, ao mesmo tempo, não houver fidelidade entre os esposos. O matrimónio é uma instituição de direito natural, que foi elevado por Cristo à dignidade de Sacramento; é um grande dom que Deus fez à humanidade. Respeitai-o, venerai-o.

Ao mesmo tempo, Deus chama-vos a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados, é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimónio, um baluarte das vossas esperanças futuras. Repito aqui para todos vós que «o eros quer nos conduzir para além de nós próprios, para Deus, mas por isso mesmo requer um caminho de ascese, renúncias, purificações e saneamentos» (Carta encl.
Deus caritas est, n. 5).

Em poucas palavras, requer espírito de sacrifício e de renúncia por um bem maior, que é precisamente o amor de Deus sobre todas as coisas. Procurai resistir com fortaleza às insídias do mal existente em muitos ambientes, que vos leva a uma vida dissoluta, paradoxalmente vazia, ao fazer perder o bem precioso da vossa liberdade e da vossa verdadeira felicidade. O amor verdadeiro "procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á cada vez mais dele, doar-se-á e desejará existir para o outro" (Ib. n. 7) e, por isso, será sempre mais fiel, indissolúvel e fecundo. Para isso, contais com a ajuda de Jesus Cristo que, com a sua graça, fará isto possível (cf. Mt 19,26). A vida de fé e de oração vos conduzirá pelos caminhos da intimidade com Deus, e de compreensão da grandeza dos planos que Ele tem para cada um.

Gratidão pela vida consagrada

"Por amor do reino dos céus" (ib., 12), alguns são chamados a uma entrega total e definitiva, para consagrar-se a Deus na vida religiosa, "exímio dom da graça", como foi definido pelo Concílio Vaticano II (Decr.
Perfectae caritatis, n.12). Os consagrados que se entregam totalmente a Deus, sob a moção do Espírito Santo, participam na missão de Igreja, testemunhando a esperança no Reino celeste entre todos os homens. Por isso, abençoo e invoco a protecção divina para todos os religiosos que dentro da seara do Senhor se dedicam a Cristo e aos irmãos. As pessoas consagradas merecem, verdadeiramente, a gratidão da comunidade eclesial: monges e monjas, contemplativos e contemplativas, religiosos e religiosas dedicados às obras de apostolado, membros de institutos seculares e das sociedades de vida apostólica, eremitas e virgens consagradas. "A sua existência dá testemunho do amor a Cristo quando eles se encaminham pelo seu seguimento, tal como este se propõe no Evangelho e, com íntima alegria, assumem o mesmo estilo de vida que Ele escolheu para Si" (Congr. para os Inst. de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica: Instr. Partir de Cristo, n. 5).

Faço votos de que, neste momento de graça e de profunda comunhão em Cristo, o Espírito Santo desperte no coração de tantos jovens um amor apaixonado no seguimento e imitação de Jesus Cristo casto, pobre e obediente, voltado completamente à glória do Pai e ao amor dos irmãos e irmãs.

8. A própria juventude é uma riqueza singular

O Evangelho assegura-nos que aquele jovem, que veio a correr ao encontro de Jesus, era muito rico. Entendemos esta riqueza não apenas no plano material. A própria juventude é uma riqueza singular. É preciso descobri-la e valorizá-la. Jesus deu-lhe tal valor, que convidou esse jovem para participar de sua missão de salvação. Tinha todas as condições para uma grande realização e uma grande obra.

8.1. Que fazer com a vida?

Mas o Evangelho refere-nos que esse jovem se entristeceu com o convite. Foi embora abatido e triste. Este episódio faz-nos reflectir mais uma vez sobre a riqueza da juventude. Não se trata, em primeiro lugar, de bens materiais, mas da própria vida, com os valores inerentes à juventude. Provém de uma dupla herança: a vida, transmitida de geração em geração, em cuja origem primeira está Deus, cheio de sabedoria e de amor; e a educação que nos insere na cultura, a tal ponto que, em certo sentido, podemos dizer que somos mais filhos da cultura e por isso da fé, do que da natureza. Da vida brota a liberdade que, sobretudo nesta fase se manifesta como responsabilidade. E o grande momento da decisão, numa dupla opção: uma quanto ao estado de vida e outra quanto à profissão. Responde à questão: que fazer com a vida?

9. O risco de se fechar sobre a própria riqueza

Por outras palavras, a juventude se afigura como uma riqueza porque leva à descoberta da vida como um dom e como uma tarefa. O jovem do Evangelho percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas na hora da grande opção não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Consequentemente saiu dali triste e abatido. É o que acontece todas as vezes que nossas decisões fraquejam e se tornam mesquinhas e interesseiras. Sentiu que faltou generosidade, o que não lhe permitiu uma realização plena. Fechou-se sobre sua riqueza, tornando-a egoísta.

Jesus ressentiu-se com a tristeza e a mesquinhez do jovem que o viera procurar. Os Apóstolos, como todos e todas vós hoje, preenchem esta lacuna deixada por aquele jovem que se retirou triste e abatido. Eles e nós estamos alegres porque sabemos em quem acreditamos (2 Tim 1,12). Sabemos e testemunhamos com nossa própria vida que só Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6,68). Por isso, com São Paulo, podemos exclamar: alegrai-vos sempre no Senhor (Fil 4,4).

10. Não desperdiceis a vossa juventude

Meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis a vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana. Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois o seu rosto jovem.
A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada.

Queridos jovens, Cristo chama-vos a serdes santos. Ele mesmo vos convoca e quer andar convosco, para animar com o Seu espírito os passos do Brasil neste início do terceiro milénio da era cristã.

Peço à Senhora Aparecida que vos conduza, com seu auxílio materno e vos acompanhe ao longo da vida.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


BENTO XVI

segunda-feira, maio 14, 2007

Semana da cultura da vida

Começou ontem, dia 13, a Semana da Vida, promovida pelo Departamento Nacional da Pastoral da Família, que este ano se dedica a reflectir sobre “A Felicidade Humana - Preocupação de Deus”. A iniciativa vai estender-se até ao próximo Domingo, 20 de Maio.
O contexto em que esta semana decorre é um momento difícil, a nível social. Valores e enquadramento jurídico, procuram formas de legislar a resposta que os portugueses deram no dia 11 de Fevereiro, quando votaram sim ao referendo ao aborto. “A organização desta semana é mais uma motivação para uma reflexão em torno destes problemas. Esta iniciativa não é um reflexo do que aconteceu no referendo”, mas mais “uma focagem de uma problemática séria na vida das famílias”, adianta Bernardo Mira Delgado, que acompanhado por Maria da Graça Delgado formam o casal responsável pelo Departamento Nacional da Pastoral Familiar.
“A questão da vida não se resume ao aborto”, adianta Maria da Graça Delgado. Depois de 11 de Fevereiro, “consideramos que é necessário sublinhar esta questão e também sublinhar a urgência de investir na formação e na preparação das pessoas quando queremos defender valores tão fundamentais como a vida”, acrescenta Maria da Graça Delgado
O casal responsável manifesta a intenção de fazer destes sete dias, uma semana sobre “a cultura de vida. Não pretendemos intervir a nível político, mas procuramos alertar as consciências para o valor da vida nascente”.
O trabalho da pastoral familiar “nunca está feito. Estamos profundamente convictos de que é necessário que a vida seja defendida e promovida desde o início até ao final, no seio da família”, sublinha Maria da Graça Delgado, “pois este é o espaço onde é preciso sedimentar estes valores. As dificuldades que a família atravessa neste momento que levam a uma perda do valor radicam nas dificuldades que a família atravessa”.
“A mudança cultural que a nossa sociedade manifesta não é órfã. Ela segue tendências europeias. Em Portugal manifestamos o mesmo quadro”, aponta Bernardo Delgado, que sublinha ainda a mobilização salutar que se estabeleceu em torno da campanha do Não, proporcionando uma grande reflexão e contributos para o esclarecimento. “Tudo isto terá influência num «mix cultural» que compõe a nossa sociedade”, afirma.
Para esta semana, o Departamento Nacional da Pastoral Familiar disponibiliza um conjunto de orações que “podem servir de guião para a oração familiar”. “Uma vez que nos encontramos no mês de Maria”, o departamento veiculou também “intenções para a recitação do rosário” e disponibiliza ainda uma reflexão sobre os textos que enquadram a Semana da Vida, “como reflexo desta celebração”, dá conta Bernardo Delgado.
Recorde-se que esta iniciativa foi proposta inicialmente por João Paulo II em 1991, que pretendia convidar toda a Igreja celebrar, num dia durante o ano, o dom da vida. A Conferência Episcopal, através da Comissão Episcopal do Laicado e da Família, decidiu que, em Portugal, se faria uma semana da vida. Este tem sido um acontecimento que tem marcado a vida da Igreja desde então.
Mais informações e subsídios em www.ecclesia.pt/semana da vida2007

sexta-feira, maio 04, 2007

Ciclo de Conferências na Sé Patriarcal de Lisboa

Prossegue no próximo dia 10 de Maio, na Sé Patriarcal de Lisboa, às 21h30, o Ciclo de Conferências "Eis o Homem!", em que o Patriarcado assinala os 40 anos da publicação da encíclica de Paulo VI Populorum Progressio. Tomando como tema central os chamados valores transcendentais – a Verdade, o Bem e o Belo – os conferencistas do dia 10 de Maio aprofundarão o valor BEM.

PROGRAMA DAS SESSÕES

Verdade – 26 de Abril de 2007, às 21h30
João Lobo Antunes – Médico
Manuel Carmo Ferreira – Professor Universitário
Moderador – D. Carlos Azevedo, Bispo auxiliar de Lisboa

Bem – 10 de Maio de 2007, às 21h30
António Guterres – Alto-Comissário das Nações Unidas para ao Refugiados
Isabel Jonet – Presidente da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares
Moderador – José Luís Ramos Pinheiro, Administrador do Grupo Renascença

Belo – 24 de Maio de 2007, às 21h30
João Bénard da Costa – Director da Cinemateca Portuguesa
Jorge Silva Melo – Director Artístico da sociedade Artistas Unidos
Moderador – Paulo Vale, Professor Universitário